relatório de
sustentabilidadesafras 2009/2010 e 2010/2011

Imagens ilustrativas das operações da Zilor

Meio ambiente

ResíduosGRI EN22, EN24 e EN26

Nas operações agrícolas e industriais, a empresa procura reaproveitar os resíduos e monitorar as atividades com potencial de contaminação

A Zilor promove a gestão adequada de resíduos, de acordo com o que exige a legislação. Os resíduos recicláveis, principalmente plástico e papelão, são coletados separadamente e enviados a projetos sociais das prefeituras ou entidades. Na safra 2009/2010, não foram encaminhados materiais a aterros classe II, destinados a resíduos não perigosos, por não ter sido atingido um volume mínimo para o envio, de 10 toneladas.

Já os resíduos perigosos (pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, óleos, graxas e embalagens de produtos químicos) são enviados às Centrais de Triagem de Resíduos Industriais para que, dali, sigam para empresas especializadas e licenciadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A Zilor contrata transportadoras especializadas para levar os resíduos às empresas de tratamento. O óleo queimado, considerado um resíduo perigoso, é enviado à reciclagem, assim como lâmpadas, embalagens de produtos químicos, tonners e cartuchos. Resíduos laboratoriais (líquidos) são encaminhados para incineração e materiais com poder calorífico, como graxa, óleo e filtros de óleo, são encaminhados para o coprocessamento.

Na safra 2009/2010, 172 toneladas e 37.542 unidades de resíduos perigosos foram transportados, e, na safra 2010/2011, foram 107 toneladas e 58.086 unidades. Em nenhum dos períodos os materiais atravessaram fronteiras internacionais, assim como a Zilor não recebeu resíduos perigosos vindos de outros países, conforme os termos da Convenção de Basileia, que estabelece norma para esse tipo de operação.

Resíduos específicos do processamento da cana, a vinhaça (rica em potássio), a torta de filtro (rica em fósforo) e as cinzas de caldeira são utilizadas na lavoura e servem como nutrientes naturais para o solo, diminuindo o uso de fertilizantes industrializados, tema crítico do setor de agricultura. O procedimento, contudo, requer cuidados rigorosos para evitar impactos como derramamentos de vinhaça, que poderiam contaminar corpos d’água próximos e causar saturação de potássio no solo. Para gerenciá-lo, a Zilor realiza o Plano de Aplicação da Vinhaça, um sistema de gestão em que faz avaliações anuais do solo, por meio da retirada georreferenciada de amostras e da caracterização da vinhaça, procedimentos operacionais que são enviados à Cetesb.

Na lavoura, a redução de queimadas e o processo de mecanização aumentaram o volume da palha que sobra da colheita da cana. Contudo, ela passou a ser aproveitada, junto do bagaço gerado nos processos industriais, na produção de bioeletricidade. Parte da palha que ainda permanece na lavoura forma uma camada que protege o solo contra a erosão.

Resíduos não perigosos (t) GRI EN22

  Safra 2009/2010 Safra 2010/2011
Reutilização 8.319.906 9.281.969
Reciclagem 208 243
Aterro Classe II 0 24
Total 8.320.114 9.282.236

Resíduos perigosos (t)GRI EN22

  Safra 2009/2010 Safra 2010/2011

Reciclagem

69.223 75.786

Incineração

6 0

Coprocessamento

93 31
Total   69.323 75.817

Resíduos perigosos (unidades)GRI EN22

2009/2010 2010/2011
Reciclagem 37.542 58.086

Redução de bateriasGRI EN26

Em 2010, a empresa realizou um projeto-piloto de substituição de lanternas a bateria por lanternas LED recarregáveis, a fim de reduzir custos e impactos ambientais de resíduos perigosos. Por seis meses, foram utilizadas seis lanternas LED recarregáveis, que se comprovaram mais eficientes e reduziram o custo com baterias (aquisição, disposição e transporte) de R$ 15 mil, em 2009, para R$ 12 mil. Para os próximos anos, a meta é que ocorra a substituição total das lanternas, com 40 unidades LED recarregáveis a um custo de R$ 850 por ano. O resultado estimado é uma economia financeira de 93% e a redução de 700 kg de baterias descartadas por ano.

Resina biodegradávelGRI EN26

Para combater a broca, praga que consome o açúcar da cana e compromete a produção, em 2004, a unidade agrícola Quatá substituiu os inseticidas pelo controle biológico, em que utiliza uma espécie de vespa (cotésia) predadora natural da broca. Assim, reduziu custos e riscos de contaminação do solo.

As vespas eram distribuídas na lavoura por meio de copos plásticos, que acabavam sendo queimados com a cana, na hora da colheita. Com a redução das queimadas, os copos passaram a se acumular e se tornaram um resíduo relevante no campo. Para resolver o problema, na safra 2010/2011, a empresa pesquisou copos feitos de diferentes matérias-primas, que tivessem uma decomposição rápida. A solução encontrada foi uma resina biodegradável, produzida a partir de amido de milho e de componentes compostáveis vindos da batata, beterraba e mandioca e que, em condições ideais, degrada-se em 180 dias. A iniciativa começou em Quatá e já se estendeu às áreas dos Parceiros Agrícolas.